No início do ano de 1979, fui convidado pelo Rafael Fernandes, para participar de um encontro religioso. Como várias pessoas, relutei em aceitar, até que respondi que aceitaria, mas com a condição de que teria que ser fora de Divinópolis, pois temia não gostar, e sendo aqui seria mais fácil sair e voltar para casa. Naquela época havia um intercambio entre as Dioceses, que trocariam duas pessoas para fazerem o Cursilho entre as Dioceses. Fui então juntamente com o Raimundo Machado em 24 de maio de 1979 para a cidade de Congonhas, que faz parte da Diocese de Mariana. Foram nos levar, o Rafael Fernandes, o Silvério e o Tininho Machado. Esperamos o bota-fora na Toca do Daniel. Na volta o Jose Bosco, pai do Silvério, substituiria o Tininho.Falar das maravilhas encontradas naquela casa, torna-se desnecessário, pois o Cursilho entrou como um furacão na minha vida e até hoje não consigo me ver fora dele. Na viagem de volta, dia 27 de maio de 1979, já fazia planos para ingressar em um grupo, e logo na semana seguinte, exatamente no dia 01 de junho de 1979, fundamos o Grupo São José da Paróquia da Catedral, e elegemos o Padre Evaristo para ser o nosso guia espiritual. Sem interrupções, o nosso grupo está perseverante até hoje, e já são 30 anos. Já passaram muitos amigos pelo grupo e hoje fazem parte Rafael Fernandes, Zé Antonio, Alemão, Corgozinho, Milton, Fernando Fernandes, Rafael Borgo, Roberto Meneses, Ilgair, Breno Cezar e eu. Toda 2ª. Feira nos reunimos e na última reunião do mês, fazemos uma celebração da Palavra na comunidade Ampare.
Quando nos Cursilhos são apresentadas alavancas de varias partes do mundo, mostrando o amor e a união entre os cursilhistas através das orações, muitas pessoas podem imaginar que não são verdadeiras aquelas mensagens. Para contradizer isto, pude comprovar pessoalmente no ano passado, quando estava em Santiago do Chile, recebi a Eucaristia de uma senhora que carregava no peito o nosso Crucifixo, então ela disse que era Cursilhista e estava muito feliz por participar de nosso movimento. Senti-me como se estivesse em casa, apesar da distancia , tal a alegria demonstrada por ela.
Todos estes anos, fui acompanhado e incentivado em tudo que se relacione com o Cursilho pela minha esposa, também cursilhista Marilia de Cássia. Também minha filha Bruna Ellen com seu marido Rafael Borgo, cursilhistas, e minha filha Renata Kelly, não medem esforços para me ajudar quando solicitado para algum trabalho nos Cursilhos. Sem eles não teria forças para seguir na caminhada. Meu eterno agradecimento a todos eles.
Imitando as palavras de São Paulo, conforme Gálatas 2,20, poderia até dizer, que já não sou eu que vivo, mas é o Cursilho que vive em mim.
Acrisio Gomes.
Grupo São José (Catedral)
Divinópolis



