quinta-feira, 28 de julho de 2011

Senhor fazei de mim um instrumento de Vossa paz!

Se permitir ser instrumento nas mãos de Deus nem sempre é uma tarefa fácil... é preciso se abandonar a vontade do Pai, para que ele faça o que quiser, para que Ele toque e o som a ser produzido seja afinado à Sua vontade.

Desde o dia do convite para coordenar o 29º Cursilho Jovem Feminino eu não tive dúvidas que São Francisco seria o padroeiro a nos ajudar ser instrumento de Deus na vida das nossas meninas. Seu exemplo de amor ao próximo, a natureza, a vida nos faz refletir hoje o nosso próprio amor, e principalmente o amor a Jesus pois como dizia o irmão Francisco: “O amor não é amado!” tornar o amor amado é a nossa missão! Reconstruir a igreja de carne, igreja de sentimentos, igreja que muitas vezes está em ruínas...

O Cursilho foi uma experiência única do amor de Deus! Podíamos ver a incerteza e o medo no rosto de cada uma ao recepcioná-las na quinta feira, mas pouco a pouco Jesus prepara o terreno, lança as redes e faz sentir segura.... Deus nos mostrou como nos ama! Isso pode ser notado em cada sorriso e cada olhar! Ele nos acolheu... nos deu seu colo, nos deu sua mão e nos mostrou o caminho... Foi maravilhoso entrar no íntimo do seu coração! E o mais bonito é que Ele em sua suprema divindade nos faz ser pessoa... que sabe que a nossa missão é aqui fora... e com seu amor podemos ser realmente Evangelizadoras!  

Formamos agora, após encerrado o cursilho uma orquestra onde Deus é quem nos rege! Deus é um grande artista e, como artista misericordioso que É, Ele usa pessoas para a Sua obra. 

Cada um é um instrumento nas mãos de Deus, e todos têm a mesma importância para Ele. Nenhum instrumento é mais importante do que outro: todos contribuem para a obra;

Por isso, assim como todas as neo cursilhistas e toda equipe do 29º Cursilho Jovem Feminino, Deus te convida a se entregar em Suas mãos, e a partir Dele ser extraído de ti o mais sublime som que alguém possa produzir... o som da alma!

 
Seja Instrumento de Deus!!!

Liliane
Pará de Minas
Coordenadora do 29º Cursilho Jovem Feminino

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A maior experiência do amor de Deus em minha vida!


Estou me referindo ao 29º cursilho masculino jovem da Diocese de Divinópolis.

Ficava imaginando como seria vivenciar o 29º e hoje posso dizer: foi maravilhoso, algo fantástico, a maior experiência do amor de Deus em minha vida.

Antes do cursilho acontecer, ficava me perguntando:

“- O que eu tenho a oferecer àqueles jovens que lá estarão?”

E a resposta sempre vinha que eu era pequeno demais para poder oferecer algo àqueles jovens que lá estariam.
Porém chegou o tão sonhado dia, o dia 07/07/2011, onde daríamos início ao 29º Cursilho Jovem Masculino. Acordei como se fosse explodir de tanta ansiedade e, como temos o costume de passar na capela do Santíssimo todos os dias, aquele dia não podia ser diferente. Ao chegar na capela do Santíssimo e ler o evangelho do dia, meu questionamento aumentou, pois o evangelho daquele dia  dizia:

“Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro à cintura; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão”.

Logo eu que havia preparado “mil e uma” coisas para levar para aquele cursilho, ouvia Jesus me dizer para não levar nada, e foi assim que fui para casa de retiros.

O dia foi passando e tudo acontecendo naturalmente, eu sempre a perguntar: Por que eu? O que posso oferecer? 

Foi quando chegou o sábado, eu ali na frente de Jesus sacramentado pude entender tudo que se passava. Da mesma maneira que Jesus usou aquele jumentinho para entrar em Jerusalém,  Ele usava, naquele cursilho, um outro jumentinho, talvez até menor do que aquele usado em Jerusalém.  Era  aquele jumentinho chamado Dirceu que Ele queria usar para preparar todo o 29º, para que Ele pudesse chegar ao coração daqueles jovens. Um jumentinho que não tinha nada a oferecer, mas que tinha feito tudo com o maior amor do mundo e que naquele momento O carregava com esse mesmo amor. 

Foi assim que entendi que não é preciso levar nada, mas simplesmente fazer com amor! E era o que eu havia feito.

Quando chegou o domingo, logo de manhã, pude ver o evangelho do dia que falava do semeador. E a certeza de que tudo havia sido preparado não pelo jumentinho, mas por Aquele que estava em cima do jumentinho, pois tudo era divino, algo mágico que estava acontecendo em minha vida e eu não sabia como explicar.
Simplesmente podia dizer: 

O 29º Cursilho Masculino Jovem da Diocese de Divinópolis foi a maior experiência de Deus em minha vida.


Dirceu Rodrigues
Antunes - MG
Coordenador do 29º Cursilho Jovem Masculino 
Diocese de Divinópolis

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Namorar é tempo de quê?

O namoro é uma experiência única e vivamente enriquecedora. Com ele muitos se empolgam e não poucos o procuram com ansiedade e o esperam com inúmeras expectativas. Ele ajuda o ser a colocar para fora o que tem de melhor, também o ensinando a bem acolher o que de bom o outro pode oferecer. Enfim, tal relacionamento se constitui como experiência singular e rica de ensinamento. Contudo, ele pode também se tornar traumático e confuso se não for experienciado com o devido tempero e maturidade.
Maturidade para ganhar e perder, para dar e receber… Quem entra em um namoro querendo somente ganhar já começou a perder. Esse relacionamento não poderá, de fato, acontecer se desde o seu início nele não existir um sentido de entrega e doação em favor do bem do outro. Sem o respeito, que nos faz compreender que o outro não é um "poço encantado" onde satisfazemos todos os nossos prazeres egoístas, o namoro não poderá se solidificar, ficando assim impedido de lançar as bases para um relacionamento estável – feliz – e duradouro.
O namoro é, com exatidão, um tempo de conhecimento e interação mútua. E é necessário que seja assim. É tempo de crises, de deparar-se com as diferenças que constituem "um outro" que não sou eu, e que por isso não pode ser por mim manipulado (alienado). Quem não emprega tempo e energias neste processo de conhecer, deixando-se conhecer, acabará colocando o futuro do relacionamento na rota do fracasso e de uma ampla "irrealização".
Namoro sem crise, sem conhecimento e confronto de diferenças tende a se tornar – ainda que disfarçadamente – um esconderijo de múltiplas formas de superficialidade e descompromisso. Quem não faz a experiência de realmente conhecer a quem namora no seu melhor e pior – encantando-se e decepcionando-se – correrá o sério risco de não suportar a dureza manifestada pelo real, depois do casamento já concretizado.
Quem, no tempo de namoro, conhece somente o "corpo" (do outro) e não a "pessoa" por inteiro poderá, em qualquer alvorecer, deparar-se com a infeliz descoberta de que se casou com um (a) desconhecido.

Namoro é o momento de entrar em crise e dela juntos sair. É tempo de brigar e reconciliar-se, é tempo de não representar. Quem assume esse relacionamento acreditando "ser de vidro" – não resistente ao impacto do cotidiano – não entendeu o que significa amar e ser amado e quais são as exigências que brotam deste ofício.
Confronto de diferenças não é sinônimo de desamor, mas de autenticidade. Estacionar nas diferenças, permitindo que estas ditem definitivamente as regras da relação é, sim, o sinal do desamor em estado de constante vitória. Este encontro – que em momentos "desencontra" – oferecido pelo namoro é um momento único e determinante para o futuro do casal e da família. Por isso, precisa ser bem vivido e digerido com respeito e autodoação que desafiem a atual lógica utilitarista, que cada vez mais fabrica centenas de uniões fragmentadas e inexistentes (apenas aparentes).
Com as bases solidificadas em uma madura compreensão do que seja o amor – protaganismo de identidades e não ensaio de representações… – o namoro poderá crescer e se tornar, de fato, o fundamento para o futuro de uma família verdadeiramente feliz e centrada no essencial da vida.

Diácono Adriano Zandoná
Fonte: www.cançãonova.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vocação e Gerenciamento!!!


a) O termo acima está atrelado ao PERFIL DO RESPONSÁVEL.  Pois, coordenar é o mesmo que gerenciar, administrar, supervisionar ou comandar. O que exige das pessoas certos dons, interesses e capacidades. E mais do que isto, a vocação para tal. Além de exigir pleno conhecimento da tarefa que vai assumir. 

b) Infelizmente a experiência vem nos mostrando que muitas vezes deparamos com pessoas com cursos superiores,  seminários e  farta literatura,  mas,  que mostram sempre um tanto quanto incompetentes quando estão a frente de um comando ou supervisão de entidades, empresas, ministérios e até de governos. 

c) Isto porque nem sempre, uma coordenação ou comando são alcançados por  legitima vocação. Quantas vezes presenciamos pessoas  despreparadas e que pouco conseguem produzir, então as conseqüências são péssimas; pessoas que nada têmcom o ser coordenador(a) ou supervisor(a) em qualquer área de atividades.

d) Como exemplo típico do assunto em questão, e sempre presente em nosso dia-a-dia, vemos as deficiências de coordenação e supervisão das  nossas  repartições públicas onde, a maioria desses cargos e promoções,  são políticas e não meritórias. Por isto, a situação fica cada vez pior. Como exemplo a saúde pública, onde a mídia não se cansa de denunciar as falhas administrativas.  Pessoas que desconhecem que coordenar e supervisionar hospitais visa salvar vidas.

e) Uma coordenação, uma supervisão vai depender sempre da VOCAÇÃO, do perfil de uma pessoa dedicada, comprometida e que busca sempre estudar e  aprender mais sobre aquilo que faz, ou que se compromete  a fazer. 

f) O coordenar e comandar, tem como finalidade obter resultados positivos utilizando sempre pessoas certas e que tenham gosto pelo que fazem, vocação para exercerem uma  missão que lhes é confiada visando êxitos.

g) Não há nenhum preparo científico, ou mesmo em cursos de doutorado que, sozinhos, possam superar a intuição, o tino e a vocação  da  pessoa  que almeja ser um coordenador(a), supervisor(a).  Liderança  comprovada é sempre duradoura. Capacidade de interação, empatia, visão de  futuro e  jogo de cintura em  certos momentos. É querer ganhar conhecimentos no aprendizado com os outros mesmo que esses outros sejam seus subordinados. Cabe ao coordenador(a) e supervisor(a) eficientes, explorar o preparo dos outros  para tirar proveito de tudo aquilo que lhe trará vantagens no seu comandar. (um simples exemplo: Sílvio Santos)

i) Um alerta para os problemas de coordenação e supervisão consangüíneas. Às vezes problemáticas, porque sempre são causa das vaidades e ciúmes, que valorizam mais o confronto do que a cooperação.  Muitos  sonham em ver seus filhos na coordenação ou supervisão de seus negócios independente de suas vocações. Procuram dar-lhes a melhor formação acadêmica  e cursos no exterior. Mas, fecham os olhos para as características que um coordenador(a) e  supervisor(a) precisam ter. E quando há mais emoção do que a razão, as providências são lentas  ou deixam de ser tomadas.

Portanto o coordenador eficiente e nascido da  vocação não só cria, como enxerga os mecanismos de alerta para as devidas correções de rumos, quando há evidências de falhas. Quem não ouve  seus auxiliares  é sempre um  autossuficiente,  não vai enxergar o sinal amarelo,  o alerta que pode levar a sua coordenação ao fracasso

José Antônio dos Santos
Ged - Divinópolis

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

27 razões para não ser católico...


Em síntese: O presente artigo responde ao questionamento apresentado por um protestante, que nada de novo diz (como sempre!). As respostas dadas a este protestante (“evangélico”)  poderão ser úteis a quantos fiéis católicos se vêem assediados por objeções – na maioria das vezes caluniosas – de irmãos separados (às vezes mais separados que irmãos!).
Eis o que escreve o interlocutor anônimo:

1. “Ele me salvou”
“1. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, primeiramente porque Jesus Cristo salvou-me de meus pecados (Mt 1, 21), garantindo-me a remissão por Sua graça (Ef 1, 7), ao arrepender-me (Lc 13, 3; At 3, 19;  11.18) e crer em seu sacrifício na Cruz do Calvário (At 20, 21; Rm 3, 26). Assim o Senhor me fez uma nova criatura (Jo 3, 3-6; 2 Co 5, 17; Ez 36, 26) e seu filho (Jo 1, 12; Rm 8, 14-17; 1 Jo 3, 1), para que hoje eu pudesse glorificá-lo através da minha vida e testemunhar aos outros acerca de tão grande salvação que me foi concedida pelo Filho de Deus (ver Gl 2, 20; Ef 2, 10; Hb 13, 15-16; 1Pd 2. 5, 9-10; Mc 16, 15; Rm 10, 13-15)”.
Nesta passagem chama-nos a atenção o caráter individualista da locução: as partículas “eu, me, a mim” voltam constantemente como se o Cristianismo fosse algo do foro privado. – Ora tal atitude é profundamente antibíblica; sim, Jesus fala da “minha Igreja” com sua hierarquia (cf. Mt 16, 16-19; 18, 18). Ser cristão é ser membro do Corpo de Cristo Cabeça (cf. 1Cor 12, 12-21), é ser ramo do tronco de videira, que é Cristo (cf. Jo 15, 1-5).
O protestantismo põe de lado o sacramento da Igreja, fazendo do indivíduo autor do seu Credo em conseqüência do princípio do livre exame da Bíblia. Esse subjetivismo redunda no relativismo que tanto caracteriza o pensamento contemporâneo.

2. Somente a Escritura
“2. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque creio na Suprema Autoridade das Escrituras, como única regra de fé e prática (Sl 19, 7-8; Sl 119, 105; ls 8, 20; Mt 22, 29; Lc 16, 29; Jo 5, 39; 10, 35; Jo 17, 17; Rm 15, 4; At 15, 15; 17, 11; 24, 14; 2Tm 2, 15; 3, 15-17; 2Pd 1, 19-21). Esta autoridade das Escrituras deriva de sua divina inspiração (2Tm 3, 16) e de sua revelação que “não foi dada por vontade humana” (2Pd 1, 21), o que lhe garante evidente proeminência”.
Os católicos também seguem a Bíblia, e a seguem mais fielmente do que seus irmãos protestantes. Sim, aceitam a Bíblia quando ela diz que nem tudo o que Jesus fez está consignado no Livro Sagrado; ver Jo 20, 30s; 21, 24s. A própria Bíblia manda seguir a mensagem transmitida por via oral (cf. 2Tm 2, 2) sem restrição que subordine a palavra oral à escrita. Como se compreende, não se trata de qualquer tradição, mas de Tradição divino-apostólica, que começa com Jesus e os Apóstolos. Sem o acompanhamento dessa Palavra oral, a Bíblia se torna um livro que os homens estraçalham, dele deduzindo as mais contraditórias e estranhas teorias, como acontece no Protestantismo dividido e subdividido por falta de um referencial na leitura das Escrituras. Tenha-se em vista, por exemplo, o seguinte conjunto de palavras sem pontuação (como era praxe entre os antigos):
RESSUSCITOU NÃO ESTÁ AQUI
Estas palavras podem ser lidas em dois sentidos:
RESSUSCITOU. NÃO ESTÁ AQUI.
RESSUSCITOU? NÃO! ESTÁ AQUI.
É o tom de voz ou a palavra oral que vai definir o significado da escrita.
Donde se vê que a Bíblia não pode ser lida independentemente da Tradição oral, que lhe é anterior, a berçou e a acompanha através dos séculos. Entende-se que, para distinguir das muitas tradições a autêntica Tradição, haja uma instância abalizada, que, no caso, é o magistério da Igreja, a quem Jesus prometeu sua assistência infalível (cf. Mt 28, 19-20; 18, 18; Lc 22, 31s).

3. Calvário e Eucaristia
“3. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque eu creio na plena consumação do Sacrifício de Cristo. Isto significa dizer que eu creio que Cristo morreu pelos nossos pecados de uma vez por todas (1Cor 15, 3; 1Pd 2, 24; Hb 10, 10; cf. 9, 11-12); não sendo necessário (Hb 7, 27; 9, 26; 10, 14.18) e nem mesmo possível (Hb 9, 27-28) renovar ou perpetuar este sacrifício irrepetível, segundo a pretensão a que se realizam as missas católicas”.
O irmão protestante tem razão ao lembrar que Cristo morreu uma vez por todas e já não pode morrer. Por isto a Missa não repete nem renova o sacrifício do Calvário, mas o torna presente ou o perpetua. E isto, para que a Igreja ou os fiéis possam tomar parte na entrega de Cristo ao Pai. Ser cristão não é apenas seguir um Mestre, mas é comungar com a vida de Cristo Cabeça – o que se faz mediante os sacramentos, dos quais a Eucaristia é o principal. Foi assim que as gerações cristãs durante quinze séculos entenderam as palavras de Cristo, que na última ceia entregou aos discípulos o seu corpo e o seu sangue “para a remissão dos pecados”. Segundo o protestantismo, tal entendimento terá sido falso, de modo que só após Lutero no século XVI se entende corretamente a intenção de Jesus na última ceia. Ora dizer isto equivale a acusar o Senhor de haver esquecido a sua Igreja a quem prometeu perpétua assistência (cf. Mt 28, 20). Será lícito acusar de negligência Jesus e seu Santo Espírito? Pergunta-se: quem errou – Jesus ou Lutero e o protestantismo?

4. Fé e obras
“4. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras nos ensinam repetidas vezes que a salvação é pela graça e exclusivamente por meio da fé (Jo 1, 12; 3, 15-16; 36; 5, 24; 6, 28-29, 39-40, 47; 11, 25-26; 20, 31; At 10, 43; 13, 39; 15, 11; 16, 31; Rm 1, 16-17; 3, 22-26, 28, 30; Rm 4, 5-8; 5, 1-2; 5, 15-21; 6, 23; 10, 10-11; 1Cor 1, 21; Gl 2, 16; Gl 3, 8; 11; Fp 3, 9; Ef 1, 6-7, 13-14; 2, 8-9; 2Tm 1, 9; 3, 15; 1Pd 2, 6; 1Jo 5, 13; Ap 21, 6; 22, 17) e que as boas obras apenas evidenciam a fé salvífica (Gl 5, 6; 22-23; Tt 2, 14; 3, 8; Tg 2, 18; Ef 2, 10), sendo conseqüência e não causa de salvação. Além disso, as Sagradas Escrituras encerram dentro de uma impossibilidade a hipótese estapafúrdia de que a salvação poderia vir em parte pela graça e em parte pelas obras – como desejaria o Romanismo -, pois o apóstolo Paulo afirma que “Se é pela graça, já não é pelas obras do contrário, a graça já não é graça” (Rm 11, 6; compare com Ef 2, 9; Tt 3, 5-7).
Na tentativa de amenizar a contradição existente entre a doutrina bíblica e a teologia papista, os católicos romanos, mediante uma interpretação débil e que despreza a exegese bíblica, normalmente citam Tg 2, 18-26 em contraposição a Rm 3-5, como se a verdade das Sagradas Escrituras fosse auto-refutante. Porém, eles é que estão equivocados em sua deturpação (2Pd 3, 16) por omitirem o fato de que o apóstolo Paulo está se referindo unicamente à justificação diante de Deus (ver Gl 3, 11), enquanto o apóstolo Tiago está se referindo à justificação diante dos homens (cf. Tg 2, 18: “…mostra-me a tia fé… te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”), cujo significado é vindicar e na qual as obras testificam diante dos homens a existência da fé verdadeira (cf. Tg 2, 14-18), sendo [meramente] frutos da mesma – algo coerente com as demais Escrituras (cf. Ef 2, 10 Gl 5, 6)”.
Não se pode ler São Paulo sem ler também São Tiago.
São Paulo tem em vista a entrada na graça ou a passagem do estado de pecado para o de amigo de Deus; é o que se chama “justificação”, fazer justo, amigo de Deus. Isto ocorre gratuitamente, sem que o homem o mereça por suas obras boas.
São Tiago considera uma comunidade que foi justificada e tem fé, mas é inerte, não praticando os ditames que a fé recomenda; esses cristãos têm uma fé morta, como a do demônio, que crê, mas estremece, porque a sua fé sem obras correspondentes não o salva. Por conseguinte. São Tiago exige boas obras da parte dos crentes não apenas como manifestação da fé, mas como o necessário desabrochamento da fé.
Com outras palavras: São Paulo tem em mira a entrada na vida cristã, ao passo que São Tiago visa a perseverança na mesma. Distingam-se uma da outra justificação e salvação. Alguém pode ser justificado, mas não será salvo se não perseverar na graça recebida ou se na última hora não estiver na graça de Deus que frutifica em boas obras.
Como se vê, as boas obras não são efetuadas independentemente da graça divina, mas são o efeito desta, de tal modo que S. Agostinho podia dizer: “Deus em nós coroa os seus méritos”.

5. Cristo e os Santos
“5. MÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras enfatizam que apenas o Soberano e Eterno Senhor – que não divide a Sua glória (Is 42, 8; 48, 11: ‘A minha glória não darei a outrem’) – deve ser cultuado. O Senhor Jesus Cristo disse e está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto’ (Mt 4, 10 e Lc 4, 8; veja também Ap 4, 11; 5, 12; 14, 7; 19, 10; 22, 9; 1Cr 16, 29; Sl 96, 9). Perante estas palavras do Senhor e tal ensinamento bíblico referente ao culto exclusivo a Deus, que os cristãos bíblicos preservam e devem preservar, certamente eu jamais poderia concordar com a Mariolatria (devidamente refutada por Jesus em Lc 11, 27-28; veja também Mt 12, 48-50; Mc 3, 33-35) e o culto aos santos, o qual foi recusado até mesmo pelos apóstolos (At 3, 12ss; 10, 25-26; 14, 14-15)”.
É certo que Deus Eterno e Absoluto não pode tolerar outro Eterno e Absoluto ao seu lado; isto seria ilógico. Mas Ele pode – e quer – dar às suas criaturas a graça de ser carnais ou instrumentos da sua ação santificadora; tais são os Santos; por sua intercessão junto ao Pai colaboram com Cristo na salvação dos irmãos, sem diminuir de modo algum a grandeza do ministério de Cristo Sacerdote. Esta verdade pode ser ilustrada pela imagem do professor, que não guarda egoisticamente o seu saber, mas o comunica aos discípulos; assim tem origem muitos sábios sem que o professor perca algo da sua sabedoria. Tal gesto não empobrece, mas, ao contrário, nobilita o professor – Ora algo de análogo se dá com Cristo e os Santos. Estes são venerados e não adorados, como venerados são pai e mãe, como venerado (não adorado) é Tiradentes no dia 21 de abril.
De resto, já os judeus no Antigo Testamento tinham consciência de que os justos no além intercedem por seus irmãos militantes na terra; cf. 2Mc 15, 12-15. É de notar que Lutero, adotando o catálogo bíblico de Jâmnia, retirou da Bíblia, entre outros, os dois livros dos Macabeus.
Em Lc 11, 27 Maria SSma. Não é excluída da bem-aventurança proclamada por Jesus, mas incluído porque ouviu a Palavra de Deus e a pôs em prática por excelência.

6. As imagens
“6. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras ensinam de uma forma evidente acerca da proibição divina no que tange ao culto prestado às imagens”.
Já se tem abordado freqüentemente este assunto. A Bíblia proíbe as imagens feitas para a adoração ou idolatria; cf. Ex 20, 4-6. Não as proíbe, porém, quando servem ao fiel para se elevar até as realidades transcendentais, passando do visível ao Invisível, de acordo com a índole própria do psiquismo humano. Tenham-se em vista os numerosos querubins que o próprio Javé mandou esculpir no Templo de Salomão; cf. 1Rs 6, 29.

7. Fora da Igreja não há salvação
“7. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque, sabendo que a Palavra de Deus não nos diz que é necessário ser um católico romano para ser salvo (Jo 3, 16-18, 36; 10, 1-11, 27-30; 14, 6; At 16, 31; Rm 10, 9; 1Jo 4, 9; 5, 12). Eu jamais poderia aceitar a pretensão romanista expressa na afirmação de que não há salvação fora da Igreja Católica Romana. Na realidade, quem acrescenta este tipo de condição espúria para a salvação do pecador está pregando um outro Evangelho, ao qual devemos rejeitar (Sl 1, 8)”.
Quem é de Cristo, é também da Igreja de Cristo; não há Cabeça sem corpo, não há tronco de videira sem ramos. O Cristianismo é vivido em comunidade.
Dentre as muitas “Igrejas” cristãs hoje existentes só uma foi fundada diretamente por Cristo, com a promessa da assistência indefectível do Fundador: a Católica, confiada a Pedro e seus sucessores. Esta conserva a sucessão apostólica fiel ao seu primaz, o sacerdócio válido e a Eucaristia.
A pertença à Igreja de Cristo pode ser visível ou invisível. É visível, quando os fiéis professam o mesmo Credo, recebem os mesmos sacramentos e obedecem à mesma hierarquia, como se dá no caso dos católicos praticantes. – A pertença invisível ocorre quando alguém professa e vivencia candidamente um Credo errôneo, acreditando que é o verdadeiro. Deus não revela a fé cristã, mas faz-se presente a tal pessoa mediante a voz da consciência sincera; quem segue fielmente a sua consciência sincera, segue a Deus e pertence invisivelmente à Igreja de Cristo. Quantos são os que assim vivem, só Deus o sabe.
É neste sentido que os católicos entendem o axioma: “Fora da Igreja Católica não há salvação”.

8. O Purgatório
“8. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras testemunham acerca da eficácia do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é capaz de nos purificar de ‘todo pecado’ (cf. 1Jo 1, 7). A doutrina bíblica enfatiza que, mediante seu sacrifício vicário, Jesus Cristo a si mesmo se deu por nós, a fim de ‘remir-nos de toda a iniqüidade’ (Tt 2, 14; cf. Hb 9, 28; 10, 14; 1Jo3, 5). Tendo sido transpassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades, ao levar sobre si o castigo que nos era devido (Is 53, 5; 1Pd 2, 24 compare com Mt 1, 21; Lc 1, 77; 2Cor 5, 20-21; Jo 1, 29). Por isso, creio que nossos irmãos – aqueles que já estão gozando da presença do Senhor – não estão no céu por terem sido purificados pelo fogo de um suposto purgatório, como supõe os católicos romanos”.
Jesus Cristo, por sua Paixão, morte e ressurreição, nos mereceu o ingresso na vida eterna. Todavia Ele não impõe a salvação; espera, antes, que a criatura a aceite livremente. Esta aceitação tem por termo final a visão de Deus face-a-face. Ora, para chegar a tal termo, requer-se que a criatura elimine da sua alma todo resquício de pecado, pois qualquer sombra de pecado é incompatível com a santidade de Deus… Daí a necessidade que incumbe a cada cristão de eliminar do seu coração toda desordem que nele fica mesmo depois de perdoado o pecado; têm que desaparecer as raízes da impaciência, da maledicência, da preguiça… Esta purificação se faz ou na vida presente mediante a ascese vigilante ou na vida póstuma (no purgatório).
Dir-se-á: mas Cristo já não satisfez por nós, obtendo-nos o perdão dos pecados? – Respondemos que Cristo já nos obteve o perdão, que é dado a quem o pede sinceramente; mas o perdão no foro religioso difere do perdão no foro civil. Neste, quando o juiz declara absolvido o réu, o indivíduo absolvido não deve mais nada à Justiça; continuará sua vida portador das mesmas paixões que o levaram ao crime. No foro religioso o perdão implica o total apagamento das raízes do pecado perdoado,… apagamento que fica a cargo da pessoa absolvida porque a visão de Deus face-a-face o exige. Com outras palavras: o perdão de Deus exige uma renovação ontológica e não fica apenas no foro jurídico.
O purgatório não é um lugar de fogo ardente, mas é um estado de alma, em que o indivíduo se arrepende radicalmente de qualquer desordem cometida no seu relacionamento com Deus. A crença na existência desse estado já era professada pelo povo judeu, do qual passou para os cristãos; ver 2Mc 12, 38-45. Lutero rejeitou tal livro, que se encontrava na Bíblia tradicional.

Conclusão
O panfleto em fico apresenta 19 outras razões para não ser católico; são quase todas iguais entre si e baseiam-se na pretensão de que o protestante segue somente a Bíblia; aceita unicamente argumentos bíblicos para dirimir dúvidas ocorrentes. Peça-se-lhe então que responda pela Bíblia uma questão fundamental de criteriologia: onde é que a Bíblia responde à pergunta: os livros sagrados são 66 (como dizem os protestantes) ou 73 (como dizem os católicos)? Onde é que a Bíblia define o seu catálogo?
Caso não possa responder pela Bíblia, reconheça o irmão que está enganado e deixe de formular objeções contra os católicos “somente a partir da Bíblia”.

 
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, Osb.
Nº 523, Ano 2006, Página 43.

Fonte: www.padrechrystianshankar.com.br




sábado, 18 de dezembro de 2010

Surgimento do Cristianismo

Em principio para entendermos o cristianismo é preciso voltar no tempo e buscarmos informações sobre a vida de Cristo, local onde ele viveu, os povos existentes e as correntes de pensamento da época.
Lembremos que a expansão do Império Romano se deu a 40 anos antes da vinda de Cristo e vieram com tamanho poder que conquistaram parte da Ásia, parte da África, boa parte da Europa e Jesus nasce em Israel dentro do domínio Romano, sendo uma província problemática.
Pra gente entender o problema que Israel estava passando e só imaginar que os líderes romanos recebiam o nome de César “Aquele que os Deuses não cessam de proclamar” uns até de Divi “Divino” como se fosse Deus. Pensemos... Eles espalhavam estatuas desses imperadores por todos os lados, e imagens em moedas o que para o povo romano que tinha mais de 100 deuses, ter mais um, isso não era problema; o que para o povo de Israel, monoteísta, era um grande problema que mal no seu templo que era somente um, não tinha nenhuma imagem do seu Deus. Como aceitariam deixar dentro do seu templo um estandarte de Roma, ou uma imagem ou estatua de César. Isso era inaceitável para eles.
Eles eram uma província em constante revolta, não possuíam uma força militar e não aceitavam pacificamente a dominação romana. Seria como o Iraque há tempos atrás. Sabia que não poderia vencer os EUA, mas, lutavam até a morte se preciso for e não se dão por vencidos.

É preciso também conhecer as correntes de pensamentos de Israel da época basicamente 4 :
Saduceus: “Sacerdotes” – Ligados a Tora (Pentateuco – 5 primeiros livros da bíblia) – Tomavam conta do templo – Não eram inimigos ferrenhos de Roma porque ela (Roma) mesma ajudou financeiramente na reconstrução do templo – Tomavam conta das oferendas citadas nos livros Êxodo, Levítico e Deuteronômio, tinham prestígios, vendiam os animais puros, sem mancha etc. para o sacrifício, eram ricos.
Fariseus: Sábios, grande conhecimento sobre a Tora tinham acesso a “Tora Oral” aquela revelação que Deus fez a Moisés, repassados de geração em geração. Ligados as regras. Exemplo Alimentação: Leite e carne. 613 mandamentos. Sentiam-se santos. Seguiam a risca as leis: Dizimo 10%, sendo em todo contexto (10% do leite, do pão, da colheita etc). Não estavam contentes com Roma, mas, ainda assim estavam tranqüilos por Roma não ter abalado o poder deles.
Essênios: Eram revoltados com romanos e também com as classes acima citadas. Achavam que o povo caiu na corrupção, que a principal busca do povo era o comércio, riquezas e prazeres. Eles apartaram da cidade e viviam no deserto e possuíam regras rígidas para se separarem da “carne”. Na sua maioria se vestiam de peles de animais, eram vegetarianos comiam grilos, gafanhotos e frutas. Exemplo: João o Batista.
Zelotes: Não muito falado na bíblia, mas de grande importância. Guerreiros ou Guerrilheiros que tentavam fazer a independência de Israel. Mal organizados, faziam ataques a soldados romanos ou emissários de Roma e tinham pouco sucesso em sua missão. Eram vistos como baderneiros e assassinos por Roma.
Ex: Barrabás

Vejamos agora como esses grupos identificavam Jesus como “O Messias”

Saduceus: Acreditavam que o Messias viria de uma linhagem “Sacerdotal”. Ele vai ao templo somente 3 vezes. Uma quando criança, outra proclamou a Palavra de Elias causando um tumulto no templo e depois com o chicote para expulsar os vendilhões e quebrou tudo por lá. Aparece Jesus depois comendo entre pecadores, protegendo execuções de prostitutas, comendo, curando aos sábados. Não... esse não é o Messias.

Fariseus: Acreditavam que o Messias seria perfeito na Lei, nos 613 mandamentos. Aparece Jesus resumindo a Lei em 2 mandamentos : Amar ao próximo como a Si mesmo e a Deus sobre todas as coisas. Xingando eles de víboras, hipócritas, curando no sábado, colhendo no sábado, dizendo que eles eram sujos por dentro. Jesus os contrariou bastante. Não... esse não é o Messias.

Essênios: Acreditavam que o Messias seria um homem não carnal, isolado dos homens e do pecado. Que viveria a parte e converteria a todos que viessem a Ele. Aparece Jesus no seu primeiro sinal (milagre) transformando água em vinho em uma festa. Vinho, numa festa carnal, para embriagar o povo, Jesus comendo com Mateus o cobrador de impostos, livrando a pecadora de ser apedrejada. Não... esse não é o Messias.

Zelotes: Acreditava que o Messias seria um grande guerreiro. Que reuniria um exercito que derrubaria Roma. Aparece Jesus com a conversa de que é necessário dar a outra face, amar seus inimigos. Não... esse não é o Messias.

O começo da grande tensão é quando Jesus diz que irá a Jerusalém. Jesus já era conhecido por seus sinais em todo canto de Israel e o povo prepara a sua entrada. É o conhecido Domingo de Ramos. Todo o povo o espera vindo num enorme cavalo com um exercito atrás e aparece Jesus num burrinho pequeno, até na bíblia diz um burrinho que estava com sua mãe, então se vê que era novinho, com 12 homens do povo, desprovidos de grande inteligência e força.
As correntes de pensamento e seus integrantes já pensaram: “Temos que matar esse homem”.
De cara os saduceus preparam uma emboscada em questionamentos para Jesus e o perguntam “Se o que ele fazia era por poder de Deus” Jesus com sua inteligência responde com outra pergunta : E o batismo de João o batista de quem é? Com essa resposta Jesus coloca os saduceus em situação difícil com todo o povo, pois todos respeitavam a João Batista.
Aí vem um grande problema quando Jesus expulsa os comerciantes do templo. Os zelotes se animaram e até acharam que Ele seria o Messias, mas quando questionaram Jesus se é lícito pagar impostos a Roma? Se Jesus disse-se que não, os romanos o prenderiam e o matariam. Se dissesse sim, os zelotes o matariam também como um traidor. Jesus na sua inteligência diz: Impostos? O que é impostos? Dinheiro? Deixe-me ver. De quem é esse rosto cravado na moeda? O povo diz: Jesus! É de César imperador romano. Jesus diz: É. Então daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Eu vim para falar as coisas de meu Pai.
E o fim da estória vocês conhecem. Judas o trai, e Jesus é acusado de blasfêmia e num julgamento injusto e mais comentado no mundo e ressuscita gloriosamente no 3º dia.
Para ser breve faremos um exercício intrínseco e de respostas ocultas e principalmente de mudanças aparentes.

Será que hoje em dia temos saduceus? Pessoas que vivem dentro de igrejas e utilizam a igreja de trampolim para a sociedade? Acham que só é santo aquele que vive em sacristias apontando erros dos outros aproveitando deste prestigio?
Será que hoje em dia temos fariseus? Pessoas que impõem regras para o cristianismo? Existe padrões de homem de igreja? Que estão com o interior sujo, com trave nos olhos e vivem reparando a vida, os erros dos outros?
Será que hoje em dia temos essênios? Pessoas que se separam do mundo porque se julgam santos? São incapazes de irem aos pecadores, como Jesus fez? Se acham os donos da verdade e não acolhe os injustiçados, os que estão a margem da nossa sociedade?
Será que hoje em dia temos zelotes? Pessoa que adoram uma briga por causa de poder seja dentro da igreja ou na sociedade? Criam máfias... Pessoas prontas pra criar um inferninho, divisão de grupos?

Eu não tenho respostas, vocês são quem as têm. Esse é o exercício pra essa noite.

Jesus manso e humilde de coração,
fazei no nosso coração semelhante ao Vosso !
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado !!!


Jatanaél Alves
Escola Vivencial
MCC – Diocese Luz

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NÃO VOTARÁS EM CORRUPTOS.

Quando o lendário Presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln afirmou que: “ chegará o dia, em que o homem terá vergonha de ser honesto”. Nunca, jamais, poderia ele imaginar, que tal fato era eminente e com a tendência de que no decorrer de poucos anos, a raça humana já teria dificuldades para encontrar homens dotados de ho- nestidade, caráter e vergonha.

O situação chega a tal ponto, que cada dia, o homem cansa, perde o referencial do certo e do errado, do que é justiça ou injustiça, se as leis são para todos, ou só para os privilegiados. Para complicar mais a situação, em nosso país, somos obrigados a votar. Como escolher, um candidato? Porque as boas pessoas não se candidatam, e se entram na política, dificilmente se elegem. Já os maus políticos, têm sempre a formula certa de como serão eleitos. Ficamos naquela, votar ou não votar. Até sabemos por antecipação quais políticos corruptos que serão eleitos. Fazer o que? anular o voto?

As vezes, até confiamos numa pessoa que se torna num político e se candidata. E um mandato ele irá representar nosso povo e zelar pelos interesses da nação. Que tristeza!... Mais um que passa para o time dos safados. Sofremos raiva e juramos nunca mais votar. Vamos descobrindo a cada dia e a todo momento, que o referencial de homens honestos, com caráter e vergonha, está se esgotando.

Há pouco mais de duas décadas, recortei de um jornal de nossa cidade, uma matéria que continha o titulo que coloquei como tópico desta página. Mais de vinte anos se passaram. Alguém leu, e concordou. Outros nem deram bola para a matéria. Mas, tenho certeza, de que alguns políticos leram e até riram; isto, porque eles sabem muito bem e confiam no quantitativo e na mentalidade do seu eleitorado. Que no popular, são chama- dos pelos próprios políticos, como: “ o eleitor analfabeto”.

Estes mesmos eleitores, são os que frequentemente encontramos pelas nossas ruas e praças, falando mal, e reclamando dos políticos que eles mesmos elegeram. Quem sabe, até mesmo em troca de favores, ou de alguns sacos de cimento, tijolos ou dinheiro.

Naquela época, o editor da matéria já demonstrava sua indignação e sua vergonha pelos políticos. Mencionava no texto, a necessidade de algumas providências, em nome da modernidade e dos costumes éticos. Sugeria a criação de algumas normas, parecidas como as que temos no preceito bíblico: “honrar pai e mãe”, “não matarás” e outras mais.

Que estas nossas novas normas, tivessem como o primeiro artigo: “não votarás em corruptos”. Completando a matéria, ainda afirmava: “O tal de corrupto, é pior que a peste, a lepra e o câncer”. Ele se veste de uma falsidade tamanha que não tem limites. É um lobo com pele de cordeiro, que pelo seus artifícios, se transforma num autêntico Satanás pregador sem pátria. É, assim, o político uma praga da pior espécie.

Emanados com seus eleitores de cabresto e sanguessugas, aparecem e desfilam em épocas propícias, onde está presente a mídia, ou então, nas favelas ou bairros onde reina a miséria, que eles gostam que seja mantida. Ai, se alguém por perto criticar, ou disser uma pequena acusação sobre o político, a resposta já está na ponta da língua, com a tese absurda: “ é corrupto mais faz”, “ veja quantas obras ele fez” ; uma tese tão burra como os seus divulgadores.

Como é bom acreditar que Deus é brasileiro, ou que pelo menos Ele tem muita dó deste povo sofrido, enganado e esquecido pelos nossos governantes e políticos. O certo é que Ele e pela ação do Espírito Santo, providenciou para a Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e mais 46 entidades da sociedade civil, conseguissem a aprovação da Lei “FICHA LIMPA” pelo TSE, diante de uma manifestação popular, que mobilizou a sociedade brasileira, levantando 1,7 milhão de assinaturas em papel, e mais de 2 milhões on-line. Muitos de nós cursilhistas, deparamos nos jornais e revistas com sigla “MCCE”, o que não deixa de ser motivo de dúvida, até que traduzida para: “Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral”

Mais uma vez, nós Católicos e Cursilhistas podemos nos orgulhar da nossa Igreja e da CNBB. Interessante, e que em momentos de grandeza como este, a mídia nunca está presente, não aparece e nem tem o interesse de divulgar, ou de elogiar, com a mesma ênfase, o trabalho realizado pela nossa Igreja, quanto forma violenta que eles usam para difama-la.

Com esta Lei Ficha Limpa, poderemos ter a esperança de que os maus políticos, corruptos e sem caráter, sejam banidos para sempre da política. E aqueles que ficarem, sejam cuidadosos e criteriosos nas suas atitudes e em seus mandatos, para terem uma boa e longa representatividade da nossa sociedade, no âmbito municipal, estadual ou nacional. Com a Lei que passa a vigorar a partir de agora, quem sabe, num futuro bem próximo, podemos dizer: “Temos orgulho de ser honestos”.



GED – Grupo Executivo Diocesano do MCCB.