terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reunião de Grupo

Normalmente uma reunião de grupo deve começar com uma oração, tendo em vista todos os anseios do grupo e do motivo principal em que todos se encontram. Depois coloca-se o tema. Este deve ter no mínimo um embasamento textual, sendo ele aleatório ou bíblico. Discute-se, apresenta-se uma dinâmica, algumas propostas concretas e num final de uma ou duas horas todos estão de mãos dadas fazendo a oração final – ponto.

Alguns podem sugerir outras formas de reuniões, mas dentro das várias reuniões de grupo que já presenciei dentro do MCC, esta seqüência foi a que mais encontrei. Já vi grupos rezando o terço, já vi reuniões somente para discutir como fazer reuniões, ou para discutir problemas do grupo, e outras apenas com o objetivo de partilhar os problemas da vida. Já reuni, também, várias vezes para planejar reuniões e estas com um seguimento parecido com o que já mencionei.

Mas por que as pessoas se reúnem. Numa empresa, por exemplo, eu não vejo outro motivo senão para ajustar algo que anda errado ou para discutir novos desafios ou problemas. Estas ocorrem com horário marcado, às vezes de última hora, nem sempre são com freqüência programada e normalmente não se discute assuntos particulares. Numa esquina, as reuniões são por acaso e são conversas rápidas e sem muita importância... As vezes dão muito prazer pois não geram compromissos! O mesmo ocorre nas reuniões familiares...

E na igreja, nos movimentos como no Cursilho? Qual é o verdadeiro objetivo da reunião? Todos estão ligados a este objetivo? Por que reunir? Pra que reunir?

A reunião de grupo é um detalhe muito importante dentro do MCC. Mas por que é importante? O que realmente se espera de uma reunião de grupo?

Recentemente fui a Pará de Minas e participei de uma reunião de grupo. Não foi do Cursilho, mas de pessoas cursilhistas. Fazendo minhas contas, já tem mais ou menos uns 23 anos que participo de reuniões de grupo e uns 15 somente no cursilho. Esta que participei em Pará de Minas me chamou muita atenção. Eu já havia participado de muitas maravilhosas e interessantes reuniões de grupo. Reuniões criativas, reuniões que realmente nos envolvesse, mas esta trouxe algo de extraordinário. Esta me mostrou realmente o motivo pelo qual devemos ter reuniões de grupo. Eu pude sentir, verdadeiramente, o sentido de se reunir. O tema, os textos propostos, a partilha, a profundidade com que cada um, sem exceção, expôs as suas opiniões, foi algo simplesmente extraordinário. Sair de uma reunião ansioso por uma próxima, foi uma experiência marcante. A amizade cristã que envolveu cada um foi algo indescritível.

Entrega, cumplicidade, troca de experiência, não somente de vida, mas de conteúdo existente no íntimo do ser. Tornar-se transparente, tornar-se vazio de tudo o que pensa e ao mesmo tempo cheio de grandes palavras! Não teve quem transmitisse um assunto, teve um assunto e todos buscando a informação conjunto num só pensar... A busca pelo pensar do outro era algo inusitado. O brilho no olhar de quem falava mostrava a profundeza de onde vinha a informação. Ninguém preparou a reunião. Ninguém levou uma informação, ninguém foi o coordenador da reunião... o conhecimento foi criado por todos. A busca da melhor informação foi incessante e todos queriam chegar a um lugar... e esse lugar era mais profundo. Para buscar algo mais profundo, foi preciso abrir-se profundamente.

Agradeço a Deus por este momento e espero, sinceramente, poder participar novamente de uma verdadeira REUNIÃO DE GRUPO.

Augusto Eugênio
Divinópolis/Bom Despacho

3 comentários:

  1. Núuu..
    Estávamos (eu e outro amigo) conversando estes dias exatamente sobre isso em minha cidade(Cláudio-mg).
    Como tornar as reuniões mais empolgantes?? Afinal, fizemos o cursilho em julho de 2009 e esperávamos que aquele 'calor' tão marcante que sentimos durante o cursilho iria se desbobrar ou continuar durante as reuniões de grupo do cursilho em nossa cidade.
    Apesar das reuniões de nosso grupo serem bastante enriquecedoras, nós queremos algo mais! sim. Nós jovens precisamos de mais impacto, como descrito neste post, algo que nos faça ficar ansiosos para a próxima reunião, etc.
    Eu penso que chegou a hora de todos os grupos das cidades pensarem sobre como está a qualidade das reuniões de grupo, não podemos nos acomodar...inúmeras oportunidades de crescimento espiritual e cristão deixam de existir se não tivermos essa crítica.
    Na reunião de pós cursilho (dia 30 de agosto 2009) ficou definido que os grupos irão visitar outros grupos em outras cidades. Essa é uma oportunidade de ouro para trocarmos experiências, tudo para tornar nossas reuniões em verdadeiras reuniões de grupo de cursilho.

    Temos que ser mais ativos e não ficar esperando as coisas acontecerem, NÃO estou insatisfeito com meu grupo, pelo contrário. Acredito no potencial de cada um e sei que podemos fazer reuniões mais profundas...que nos faça pensar verdadeiramente sobre nossa vida, nossa caminhada baseado nos ensinamentos do mestre.

    Luiz Augusto Cláudio-MG

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  2. Queridos irmãos Augusto Eugênio e Luiz Augusto, como é bom saber que não estou sozinha neste desejo de mudança, de melhorar minha caminhada e de outros irmãos. Também sinto que falta algo em nas reuniões do grupo que participo, todos se envolvem, tem boa vontade, mas falta uma orientação e como Luiz Augusto conversei com outros membros do grupo e pensamos em fazer como o Augusto e visitarmos outros grupos para termos um norte. Seria interessante se o GED organizasse palestras para formar dirigentes de grupo, traçar um roteiro de estudo do livro do MCC, como elaborar e transmitir mensagens, etc.
    Acredito que outros cursilhistas/grupos têm dificuldades e o desejo de se aprimorarem.

    Thaís Helena Cláudio-MG

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  3. Concordo com o que foi falado até então.

    Acredito que o formato de Reunião de Grupo ao qual estamos mais acostumados, precisa sim, ser repensado, justamemte porque acho que às vezes os coordenadores, lideranças, passam aperto, porque tem que matar um leão toda semana.

    Principalmente na realidade jovem...

    Porém, as vezes, fico bastante preocupado com o fato de, buscando alcançar uma criatividade que atraia aos jovens, tiremos os pés do chao, e criemos reunioes extremamente lúdicas e/ou teoricas, mas que na pratica, não produzam frutos concretos.

    Tenho acreditado piamente que, quando falamos: "Ah, o jovem não quer nada, Ah o Jovem não vai nas reuniões", estamos transferindo pros jovens (em geral) uma responsabilide que é de todos os membros de um grupo. Isto porque, no meu ponto de vista o jovem quer sim participar, mas primeiramente precisa vislumbrar ali naquele grupo uma proposta concreta. É isso que vai despertar o interesse!!!

    Acredito que todo grupo precisa ser muito criativo, com dinamicas, historia...
    Precisa estar em oração constante, atraves de momentos de adoração, novena, evangelho, celebrações... Precisa de Formação Cristã Católica para seus membros, para que os mesmos sejam fermento em seus ambientes...
    Precisa de tudo isso, no meu ponto de vista...
    Mas também precisa de uma Proposta Missionaria!

    Quem vamos evangelizar? Que realidade queremos transformar? Como iremos cumprir nossa missão?

    Acho que, ao assumirmos um proposito pratico e concreto, e que realmente faça a diferença, não apenas nas nossas vidas, mas tambem na vida dos outros, creio que sempre vai ficar uma expectativa pra proxima reunião e teremos um "impacto" tal qual vivenciamos no Cursilho, como disse nosso amigo Lula.

    No ultimo encontro de Pós Cursilho, acho que foi uma boa oportunidade pro pessoal repensar sua caminhada de cursilhista, de grupo, onde aprofundamos na mensagem e missão do Cursilho.

    Na oporunidade eu comentei com o pessoal que o grupo que participo esta num momento de "terapia", pois, já discutimos todos os temas que poderiam ser discutidos em reunião, realizamos varios eventos, queremos permanecer juntos, mas sentimos a necessidade de buscar um objetivo missionário concreto, que nos impulsione para alem de nossa querida sala de reuniões.

    "O lugar do Cursilhista é no mundo" quer seja atraves de seu testemunho pessoal, quer seja atraves do agir concreto no grupo. As Reuniões de Grupo, são importantissimas, como plataforma para o envio às realidades do mundo.

    Em breve, gostaria de propor neste espaço uma discussão acerca dos Núcleos Ambientais... Acho que, mesmo tendo a realidade de Grupo em nossa Diocese (que são núcleos geograficos), podiamos caminhar neste sentido, procurando em nossos Grupos, um agir mais especifico e concreto, conforme nos orienta o MCC.

    Valeu Augusto, vc foi muito feliz, ao nos fazer questionar sobre este Tema

    Forte Abraço

    Robson

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