domingo, 22 de novembro de 2009

A festa de Cristo Rei

A celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, fecha o Ano Litúrgico onde meditamos, sobretudo no mistério de sua vida, sua pregação e o anúncio do Reino de Deus.

A festividade de Cristo Rei foi instituída liturgicamente no ano santo de 1925 por papa Pio XI com a encíclica “Quas primas”. Durante esta solenidade o Santo Padre, declarou que o Cristo é o fim para o qual se dirigem todas as coisas. Esta festa foi instituída para ser celebrada no último domingo de outubro e que, a seguir, a reforma litúrgica determinou fosse celebrada no último domingo que precede o tempo do Advento.

É, portanto, uma festa móvel e a cor litúrgica das vestes e dos paramentos é o branco, que celebra Seu mistério de glória, como em todas as solenidades que se referem ao Senhor. Neste ano celebraremos no dia 22 de novembro.

No dia 22 de novembro, Domingo o último do ano litúrgico, confessamos a Jesus Cristo Rei e Senhor do universo. Rei e Senhor da criação inteira. O centro da história. A esperança da humanidade. Porque Cristo, que é a salvação de Deus para todos os homens, já inaugurou seu reino neste mundo.

Comemoramos este mês a festa de um Rei que, paradoxalmente, proclama a simplicidade e a humildade. Sua festa tem que ser a ocasião de aprofundarmos na verdade mais essencial de nossa fé.

Nesse dia encerramos o ano litúrgico e começamos o tempo ADVENTO. A Igreja convida-nos a concentrar nossa mente e coração nesse fundamento de nossa fé; Jesus Cristo, o Senhor.

A festa de Cristo Rei é a coroação de todo o ciclo da liturgia eclesiástica, porque na figura de Cristo Rei, se resume toda a obra salvadora do Messias.

Juntamente com a festa de Cristo Rei, a Igreja celebra o Dia do Leigo. Somos convidados a refletir neste dia sobre a identidade e missão dos cristãos leigos que formam a imensa maioria do Povo de Deus e são esperança da Igreja.

A Igreja ao refletir sobre a identidade do leigo vai poder adquirir sempre mais o rosto plural e rico. Na festa de Cristo Rei, o cristão leigo, é chamado uma vez mais a assumir uma identidade que é sua, uma identidade crística. Segundo Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga contemporânea, esta realidade cristica vai significar uma recriação hoje e sempre da história de Jesus de Nazaré, de forma inovadora e adequada à personalidade de cada um, à cultura e aos tempos.

Assim aprendemos com esta reflexão que todo cristão católico batizado é um cidadão pleno, participante ativo, depositário de um ministério que o faz atuar com e como Cristo.

Neste Domingo de Cristo Rei, quando a Igreja no Brasil celebra o Dia do Leigo, todos os batizados são chamados a renovar seu compromisso batismal. Assim, acreditamos que estarão proclamando que Jesus Cristo é o Rei do Universo e se dispondo a recriar suas atividades e seus gestos, amando com um coração semelhante ao seu.

Padre Ulisses César

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Olá amigos Cursilhistas!!!

Que a paz de Jesus esteja no coração de todos vocês!!!

Respondendo a pergunta que o jovem Robson me fez “O que significou o Cursilho para mim?”, só posso dizer que foi uma grande Graça de Deus.

Através do MCC, voltei a participar de um Movimento de Igreja, a convite feito pelo Arnaldo ao meu marido Pedro. Então fizemos o Cursilho que inaugurou a nossa Casa de Retiros Monsenhor Hilton, em novembro de 1986, com a coordenação da Dra. Eliza, como ela bem me lembrou na nossa última Ultréia.

O Pedro gostava muito de participar do MCC, mas em 29 de maio de 1990, Deus o chamou para outro plano.

Fico muito feliz quando posso ajudar em qualquer coisa nas atividades do movimento. Sei que é bem pouco o que faço, mas sempre coloco nesse pouco meu Coração. As Escolas de Vivência, as Ultréias, as Reuniões de Grupo, são fontes preciosas para abastecer a minha fé e conhecer mais a vontade de Deus.

Fora do MCC, procuro sempre fazer o que ele e Jesus nos pedem, evangelizar os ambientes, mesmo que seja só com o modo de viver!

Um grande abraço a todos e muito obrigada!!!

Leni
Divinópolis

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O valor de uma Amizade

A amizade é uma virtude que o ser humano traz consigo em sua vivência e experiências.

Sem amizade a vida fica escura e sem alegria. São nos momentos de angústia, sofrimento e necessidades diversas que precisamente comprovamos o amigo.
Platão e Epicuro foram dois filósofos gregos que exprimiram o valor da amizade. O primeiro afirmou que somente quem é amigo de si mesmo, quem age amigavelmente consigo mesmo pode ser amigo do outro. Já o segundo, disse que “de todas as coisas que a sabedoria busca, em vista de uma vida feliz, o maior bem é a conquista da amizade”; “a amizade anda pela terra anunciando a todos que devemos acordar para dar alegria uns aos outros”.

A amizade oferece segurança, liberta do medo e é a condição básica da verdadeira felicidade.

Para ser um amigo não é necessário estar próximo, mas sim ter a certeza de sua amizade. A certeza de que alguém é meu amigo, demonstra-se quando os outros me agridem ou me abandonam, mas ele não me abandona. Ele não permite que a difamação de minha pessoa o afaste de mim.

A amizade verdadeira exige cumplicidade e confiança mútua. Em João 15, 14-15 podemos observar o sentimento de amizade de Jesus por aqueles que Ele escolheu, “Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando. Eu já não chamo vocês de servos, pois o servo não sabe o que o seu patrão faz: eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai”.

Santo Agostinho compreendeu este recado de Jesus a ponto de exclamar: “Ama verdadeiramente seu amigo aquele que ama a Deus no amigo, seja porque o amigo está em Deus, seja para que o amigo esteja em Deus”.

Sejamos abertos à amizade e lembremo-nos de cultivar as existentes: “ao fazer novos amigos, não se esqueça dos velhos”.


Leonardo Moisés de Azevedo
Bacharel em Fisioterapia UI
Bacharelando em Teologia PUC Minas

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma Igreja Missionária

Há na Igreja uma vocação especial à atividade missionária. Desde a sua origem, notamos que há um convite de Jesus para ir ao encontro do outro. “Ide e fazei discípulos meus batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei-lhes.” (Mt 28,19-20)

Falar sobre missão é se debruçar sobre a Igreja desde sua fundação quando os apóstolos, depois de Pentecostes, saíram pelo mundo anunciando a Boa Nova do Reino.

A experiência dos primeiros discípulos do Senhor foi tão forte, que para eles o mundo teria que conhecer e experimentar a força transformadora do Ressuscitado. Cada apóstolo foi um missionário incansável. O anúncio do Reino fazia parte do seu dia-a-dia.

Baseado nesta inspiração bíblica a Igreja Católica vêm orientando seus fiéis a exercer sua vocação missionária. O mês de outubro é, portanto para a Igreja Católica em todo o mundo, o período no qual são intensificadas as iniciativas de informação, formação, animação e cooperação em prol da Missão universal.

O objetivo é promover e despertar a consciência e a vida missionária cristã, as vocações missionárias, bem como promover uma Coleta mundial para as Missões, para o sustento de atividades de promoção humana e evangelização nos cinco continentes, sobretudo em países onde os cristãos são ainda uma minoria e as necessidades materiais são mais urgentes. Merece destaque o terceiro domingo deste mês, em que se celebrará o 82° Dia Mundial das Missões, este ano com o lema “Servos e apóstolos de Jesus Cristo”, escolhido pelo nosso papa Bento XVI.

Nestes dois mil anos de caminhada, a Igreja foi despertando nos seus filhos uma vivência missionária que os fizeram deixar tudo pelo anúncio da Boa Nova. Assim surgiram em nossa História grandes expoentes missionários como Paulo de Tarso, Francisco de Assis, Inácio de Loyola, Madre Teresa de Calcutá, Padre Pio e muitos outros que se encontram em seu anonimato. Hoje estamos à procura de novos expoentes missionários para seguir adiante o chamado de Cristo.

O Documento de Aparecida nos diz que a Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes. No Evangelho aprendemos a sublime lição de ser pobre seguindo a Jesus pobre, e de anunciar o evangelho da paz sem bolsa ou alforje, sem colocar nossa confiança no dinheiro e nem no poder deste mundo.

Hoje percebemos que a atividade missionária do cristão se desenvolve em diversas maneiras: em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossas cidades, paróquias e dioceses. Em cada local o povo responde a uma necessidade especial observando os sinais dos tempos. Sendo assim, a Igreja compreende que a realidade missionária está presente em todos os lugares, ampliando o campo desta atividade. Não se torna essencialmente em outras terras, distante das nossas, mas principalmente onde houver necessidade. Somos enviados ao mundo para realizar a vontade do Pai e cada momento o Espírito inspira novas experiências missionárias para atingir o grande desejo expresso por Jesus Cristo. Por isso não poderemos deixar de exercer o caráter missionária da Igreja!

Toda grande empresa apresenta aos seus funcionários a sua missão. Sua filosofia de trabalho, sua meta para alcançar seus objetivos. A Igreja apresenta a sua missão pelo convite de Jesus. Assim surge a necessidade de ir ao encontro do outro já, realizando projetos missionários de evangelização. Nascem, portanto, novas formas de levar o evangelho às pessoas com o intuito de resgatar a dignidade de cada ser humano em nossa sociedade. E hoje, o Documento de Aparecida nos convida a sermos discípulos e missionários promovendo a vida em qualquer lugar em que estivermos.

Lembremos que em cada generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus e na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do evangelho.Aqui encontra-se o fundamento de todo ardor missionário de nossa Igreja.

Pe. Ulysses César Nogueira Alvim

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A EXPERIÊNCIA DO CURSILHO EM MINHA VIDA...


Fiz a experiência do Cursilho em 1980. Era o 19º cursilho que foi realizado de 15 a 18 de outubro.

Após esses dias minha vida se transformou. De católica, cristã por tradição tornei-me uma cristã por vocação. Me lembro até hoje do momento em que fui inundada pelo Espírito Santo de Deus. Foi maravilhoso, uma experiência única.

Dessa época em diante procurei ser testemunha da presença de Cristo.

Procurei colocar-me a serviço Dele através do Movimento de Cursilhos e da Igreja.

Tenho procurado com a minha vida ser sal, luz e fermento em todos os ambientes onde vivo. Nem sempre consigo, mas Deus sabe que eu tento. Isso me basta. 

Mª Julieta Lara Silva
Divinópolis

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DNJ: Contra o Extermínio da Juventude. Na Luta pela Vida


Em 1985 foi decretado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Ano Internacional da Juventude. Como gesto concreto, a Pastoral da Juventude do Brasil (PJB) assumiu a celebração do DIA NACIONAL DA JUVENTUDE (DNJ).No ano de 1986 aconteceu o primeiro DNJ. Atualmente, no Brasil, celebramos o DNJ no último Domingo de outubro.

O Dia Nacional da Juventude é um importante momento para reflexão de temas que são propostos a nível nacional, convidando toda a juventude da igreja à discutir políticas públicas envolvendo tal tema, e celebrando com atos e festas o seu trabalho. O DNJ possui um tema e um lema, sendo que é desenvolvido pela Coordenação Nacional materiais de apoio que servem para reflexão de grupos de base num período anterior ao DNJ, como subsídios e cartazes.

O DNJ é um evento realizado anualmente, esse dia é marcado por mobilizações de milhares de jovens, em todo o país, para celebrar, como igreja, a vida da juventude.

O DNJ também é tempo de mudança, de revermos nossa vida como jovens e como podemos melhorá-la diante a sociedade assumindo alguma causa. Há muitas iniciativas na sociedade que são valiosas e que seria bom apoiá-las (campanha em favor da paz, da moradia, da terra, da dignidade do povo indígena, da mulher, etc...). Com essas iniciativas esperamos assumir a condição de Jovens que anunciam a outros jovens a boa notícia que Deus nos confiou para ser entregues a todos(as).

Em nossa Diocese, o DNJ deste ano acontecerá na bela e histórica cidade de Pitangui. Será a segunda vez que este município sediará o DNJ. A juventude de Pitangui conta com o apoio da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, a Forania Imaculada Conceição e da Coordenação Diocesana da Pastoral da Juventude.

Neste ano a juventude refletirá sobre a violência. Com o tema “Juventude em marcha contra a violência” e lema “Contra o extermínio da Juventude, na luta pela vida” queremos levar aos jovens de nossa Diocese uma reflexão atual e comprometedora com a situação levando-nos a gestos concretos na sociedade.

Assim, convocamos toda juventude diocesana, (presentes em nossas pastorais, movimentos e/ou outras associações) para se fazerem presença em Pitangui no dia 25 de outubro a partir da 08h. Contaremos com a presença de nosso Bispo Diocesano, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, que presidirá a Celebração Eucarística.

Nos encontramos lá!


Pe. Ulysses César

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O surfista e o mergulhador



Este ano conversando com um grande amigo, ele me falava sobre a relação do surfista e o mergulhador. Essa conversa me inspirou o texto deste mês.

Na verdade, ele narrava a diferença destes dois personagens. O surfista é um “cara” que está sempre em evidência, está sempre na “superfície” do mar, agitando em ondas radicais. Na praia não há quem não veja o surfista em cima de sua prancha deslizando sobre a água. Mas meu amigo me chamava atenção para o fato de que o surfista é um cara perito em “superfície”, o negócio dele não é profundidade, se “bobear” é caldo na certa! 

O mergulhador já é bem diferente, não o avistamos da praia, ele não aparece, não está em evidência, sua dedicação está abaixo da casca, ele conhece a beleza e o mistério do profundo do oceano, e quanto mais conhece, mais descobre que conhece muito pouco. 

Vivemos em um tempo de poucos mergulhadores, e uma tentação “social” que multiplica os surfistas. Nossa sociedade dita o ritmo do imediatismo, não há tempo para nada, tudo tem que ser agora, pois “o tempo não pára”. Em resposta a esse ritmo frenético, corremos desesperadamente (muitas vezes sem saber pra onde) para não sermos engolidos pelo tempo, para não ficarmos obsoletos como o disco de vinil. Vivemos a crise do agora, do imediato, que não permite ir mais profundo nos processos da vida. Somos bombardeados: “Emagreça já!” “Aprenda inglês em seis meses!” “Seja feliz agora mesmo, ligue para 0300...”. “Não fique envergonhada perto das amigas, compre a cinta que modela seu corpo.” “Não perca mais tempo!Corra! Faça agora mesmo!” 

Ufa! 

Há quanto tempo você não envia uma carta? Uma carta escrita a próprio punho, nada de “ctrl c” e “ctrl v”. Impensável não é mesmo? Não temos tempo para isso!

O fato é que o nosso mundo vive a crise da superficialidade. Não temos tempo para ir fundo nas questões, temos que surfar a toda velocidade sob a superfície, não há tempo para mergulhos. Convivemos com um amigo há anos, e não conhecemos suas angústias mais profundas, seus medos, seus sofrimentos, pois não temos tempo para ter “tudo em comum” como os primeiros cristãos. Temos somente a superfície em comum. A vida é experimentada essencialmente pela exterioridade. A tentação do homem moderno é viver em sua própria superfície. Ao invés de enfrentar o próprio mistério, o homem fecha os olhos e foge de si mesmo, e fugindo de si mesmo foge do encontro com o outro. 

Vivemos na casca nossas relações, e o resultado é uma carência generalizada, a cada dia mais pessoas gostariam de ser ouvidas, lembradas, percebidas. Precisamos urgentemente que Jesus toque nossos olhos, ouvidos e coração, levante os olhos ao céu e diga: Efeta! Abre-te! Abrir-se ao encontro consigo, com o Cristo e com o próximo. Mas um encontro verdadeiro que suponha intimidade e intensidade, um encontro cuja exigência é “ter tempo”. 

Em grande parte dos milagres de Jesus, o vemos tocando as pessoas. Esse talvez seja o grande milagre que o mundo espera: “ser tocado”. Jesus tocava no profundo do sofrimento, da dor. A cura era realizada de dentro para fora. Jesus via o que estava no mais profundo, que na verdade causava a enfermidade externa. Jesus mergulhava fundo nas questões, nas feridas e nos medos mais profundos. 

O mundo espera ser tocado, esse toque afetuoso que provoca mudanças, que provoca o verdadeiro encontro consigo, com Deus e com o próximo.

É urgente pularmos de nossas pranchas e mergulharmos em “águas mais profundas”, é lá que encontraremos um alimento capaz de saciar a fome do homem moderno.

A.Luiz

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

10.000 VEZES JUNTOS...



Nesse exato momento, passados 82 dias depois de ser lançado (justamente na missa de encerramento do 27º Cursilho Jovem Feminino)  o Site www.cursilhodivinopolis.com.br chega hoje aos 10.000 acessos!!!

Importante ressaltar que nosso contador de acessos registra também toda mudança de página que se faz quando se acessa o site, o que nos mostra que as pessoas tem navegado sim pelo conteúdo do site, vendo as Fotos, buscando Formação, baixando Áudio, deixando recados no Mural,  vendo Noticias, etc.

Porém, muito mais do que contabilizar resultados, acessos ou qualquer outra coisa, se faz importante neste momento agradecer...

Primeiramente a Deus, por colocar em nossas mãos mais um instrumento, uma ferramenta pra evangelização. Uma ferramenta que nos permite vislumbrar de uma maneira muito clara a dimensão da Missão que Ele confere a todos do MCC... Que permite ao Cursilho de Divinopolis se conhecer melhor: quem são seus grupos, o que nossos irmãos tem feito pela evangelização em seus ambientes... onde estão aqueles companheiros que fizeram Cursilho conosco...

Devemos também agradecer a todos que tem dado sua contribuição. Não vamos citar nomes aqui, mas gostaríamos de agradecer ... de coração... a todos que tem escrito artigos... a todos que tem deixado mensagens no mural, que tem comentado os artigos do Blog... a todos que tem enviado fotos ... todos que tem se deixado fotografar (rss)... ou filmar... a todos que tem acessado diariamente... a todos que acessam vez em quando... a todos que tem divulgado ... a muitos que tem ajudado e nem cursilhistas são... a todos aqueles que tem enviado musicas, que tem gravado textos para a rádio, que tem sintonizado na RádioCursilhoDivinopolis... a todos os parceiros de outros sites... ao nosso GED, ao GER, ao GEN que também tem nos apoiado. Enfim... a todos mesmo!!!!

Aproveitamos o momento para convidá-lo a continuar nos ajudando nesta missão: enviando noticias de seus grupos, de suas cidades, enviando fotos, sugestões, artigos para o Blog... a participação de todos é imprescindível para fazermos deste espaço um local que nos faça crescer como COMUNIDADE e como FAMÍLIA, através de nossas trocas de experiências, adquiridas no nosso Peregrinar com Cristo.

Desejamos que o SiteCursilhoDivinópolis seja ainda mais inundado pela Graça de Deus...

Estejam todos a vontade pra continuar acessando...

Sintam-se em Casa!!!!

EquipeSiteCursilhoDivinópolis

terça-feira, 13 de outubro de 2009

EM BUCA DE UMA IGREJA MISSIONÁRIA

Outubro é o mês em que a Igreja Católica em todo mundo intensifica as iniciativas de informação, formação, animação e cooperação em prol da missão universal.

O objetivo da Igreja é promover e despertar a consciência e a vida missionária bem como as vocações missionárias. Neste período acontece uma mobilização especial para uma Coleta mundial para as Missões com o objetivo de sustentar as atividades de promoção humana e de evangelização nos cinco continentes, sobretudo em países onde os cristãos são ainda uma minoria e as necessidades materiais são mais urgentes.

Desde 1926, com a instituição do Dia Mundial das Missões pelo papa Pio XI, intensificou-se em toda a Igreja, e em todas as Igrejas particulares, o apelo de renovar e direcionar o próprio ardor e vida missionária para além das próprias fronteiras, em dimensão universal. A V Conferência do CELAM, realizado em Aparecida-SP, fez um apelo forte, no sentido de que toda Igreja, todos os batizados, se tornem discípulos missionários de Jesus Cristo.

Conforme já nos orienta o documento conciliar do Vaticano II, Ad Gentes, sobre atividade missionária, a Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na «missão» do Filho e do Espírito Santo. Orientados, portanto, pelo Evangelho somos convocados a atividade missionária desde o início da nossa vida cristã.

É no coração da humanidade que somos chamados a viver missionariamente o nosso batismo, pois dificilmente encontraremos outro caminho para viver este sacramento, a não ser pelas estradas missionárias, que nos levam a participar de maneira profunda e explícita da natureza da Igreja. Pois a Igreja é por natureza missionária.

Sensível aos sinais dos tempos e consciente de sua vocação missionária, em Abril deste ano, em Itaici-SP, a Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, aprovou a iniciativa de se fazerem uma Semana Missionária para a Igreja Católica na Amazônia. No último dia 28 de agosto, a Comissão Episcopal para Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou para todas as dioceses do país o material necessário para divulgar a Semana Missionária deste ano que possui o seguinte tema “É Cristo que aponta para a Amazônia”. Esta Semana acontece entre os dias 25 e 31 de outubro, com abertura às 9h da manhã na Catedral da Sé, em Belém (PA).

Segundo a assessora da Comissão, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, a Semana pretende envolver a Igreja no Brasil de diversas formas. “O projeto visa envolver a Igreja fazendo com que os leigos entendam a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo. Aspectos ecológicos, ambientais, econômicos, políticos e, sobretudo, os voltados para a evangelização”.

Assim o desejo da CNBB é que Dioceses, paróquias e comunidades se envolvam na realização da Semana Missionária para a Igreja na Amazônia, com o objetivo de chamar atenção para a região e a realidade social e ambiental na qual o seu povo vive.


Pe. Ulysses César N. Alvim

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mãe do Céu Morena...rogai por nós!!!



Mãe do Céu Morena...

Senhora da América Latina...
De olhar e caridade tão divina,
De cor igual à cor de tantas raças...

Virgem tão Serena...
Senhora destes povos tão sofridos...
Patrona dos pequenos e oprimidos...
Derrama sobre nós as tuas graças!

Derrama sobre os Jovens tua luz!
Aos pobres vem mostrar o teu JESUS!
Ao mundo inteiro traz o teu amor de Mãe!
Ensina quem tem tudo a partilhar!
Ensina quem tem pouco a não cansar!
E faz o nosso povo caminhar em paz!

Mãe do Céu Morena...
Senhora da América Latina...
De olhar e caridade tão divina,
De cor igual à cor de tantas raças...

Virgem tão Serena...
Senhora destes povos tão sofridos...
Patrona dos pequenos e oprimidos...
Derrama sobre nós as tuas graças!

Derrama a esperança sobre nós!
Ensina o povo a não calar a voz!
Desperta o coração de quem não acordou!
Ensina que a justiça é condição...
De construir um mundo mais irmão...

E faz o nosso povo, conhecer, JESUS...!!!


Mãe do Céu Morena, rogai por nós!!!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dia de Oração e Jejum pelo MCC: Peçamos ao Dono da colheita que mande mais trabalhadores



Então Jesus disse aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos! Por isso peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.” (Mt. 9, 37-38)

Certa vez, em suas andanças para pregar a Boa notícia, Jesus olhou para as multidões que esperavam para ouvir as suas palavras e teve compaixão delas, porque “estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não tem pastor” (Mt. 9, 36). Diante disso Ele, o Bom Pastor, disse as palavras acima.

Hoje também, se olharmos em nossa volta, nos nossos ambientes, na nossa comunidade, não será difícil nos depararmos com multidões como aquelas, sedentas de receber a Boa Notícia de Jesus. Só que a conclusão também tem sido de que a colheita é grande e os trabalhadores são poucos.

Temos vivenciando isso na prática em nosso movimento, em nossa diocese. Há tanto trabalho a se fazer, há tanta gente necessitando da atuação do movimento de cursilho, há tanta realidade a ser fermentada por nós. Mas são tão poucas as lideranças dispostas arregaçar as mangas e assumirem essa missão. E talvez não seja por falta de tentativas daqueles que já estão na colheita de tentar convencer mais gente de vir ajudar.

Acredito que o que tem faltado é fazermos mais o que Jesus no pede, nessa passagem do evangelho de Marcos. Ele mesmo poderia ter se retirado em silêncio e ter feito esse pedido ao Pai naquele momento. Talvez pudessemos pensar que Ele teria mais chances de ser ouvido do que os outros, ou já que Ele multiplicou os pães, podia agora fazer o milagre da multiplicação dos discípulos. Mas isso resolveria o problema só naquele momento, por isso Ele quis nos ensinar o que fazer quando faltassem trabalhadores para a colheita de Deus.

Portanto, não nos desesperemos, não fiquemos frustrados com a falta de gente pra realizar a missão do Cursilho, tenhamos sim compaixão das multidões sedentas de Deus e peçamos ao Dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.

Que nesse dia de oração e jejum pelo Movimento de Cursilho, coloquemos de maneira muito especial em nossas intenções o pedido de que Deus envie para o MCC, mais lideranças comprometidas a assumirem verdadeiramente a missão de fermentar de evangelho os ambientes.

Isabella Duarte
Divinópolis

* imagem deste Post cedida gentilmente pelo Ged de Oliveira

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O PADRE, ESTE NOSSO AMIGO E IRMÃO

O Movimento de Cursilhos de Cristandade tem que agradecer a Deus pelos padres que Ele nos dá. Cada um com seu carisma está sempre presente em nossos eventos, especialmente no Cursilho-3 dias.



Atuam como Assessores Espirituais, Diretor Espiritual, Mensageiros, Celebrantes, até lavando pratos na cozinha...


“O Padre vive a missão de Cristo: anunciar o Reino de Deus – Profeta. Perpetua o sacerdócio ministerial de Jesus – Servidor. Consagra o Corpo e o Sangue de Cristo – Sacerdote. Santifica a comunidade eclesial. Empresta a Cristo sua voz, seu coração, suas mãos, seus pés. Responde a uma vocação. Tem limitações como nós. Optou pelo celibato para poder mais livremente servir a comunidade. Deve ser alvo da nossa amizade e de nossas orações” porque é nosso amigo e nosso irmão. (Do livro – O Cursilho por Dentro).

Dra Elisa
Divinópolis




BLOG ALAVANCA SUGERE:
Clik abaixo em "Comentários", e deixe você também uma mensagem para os Sacerdotes que caminham com o MCC em nossa Diocese, para o Diretor Espiritual do Cursilho que você fez... etc.
Aproveite o ensejo e deixe também uma mensagem para o Padre de sua Paróquia. 
Convide-o a conhecer o http://www.cursilhodivinopolis.com.br/ e a conhecer ainda mais o Movimento de Cursilhos de Cristandade.

sábado, 3 de outubro de 2009

Em busca da Felicidade

Felicidade! Expressão que nos tempos atuais mais se almeja e busca conquistar. São inúmeras as ofertas e opções de “felicidade” que a contemporaneidade nos tem oferecido, mas podemos observar que na realidade o homem, a cada dia, se torna mais melancólico e infeliz.

Tudo isso provavelmente se deve porque o ser humano, vivendo em um meio que gera transformações em tempo recorde, marcado pelo individualismo, pela alienação, e pela falta de princípios éticos e sociais, ainda não encontrou o verdadeiro sentido de viver.

Eis a grande questão: “Qual o sentido da vida?”. Esta indagação nos leva a refletir sobre qual o verdadeiro sentido de viver. E na maioria das respostas poderíamos concluir que falte sempre um algo a mias.

Vivemos numa sociedade marcada pelo ter, poder e prazer, e isso, tem feito com que a pessoa humana se distancie cada vez mais da verdadeira arte de viver.

Numa busca frenética pelo sucesso e realizações, o humano perde o verdadeiro sentido da existência, pois, a redução da capacidade de se realizar em pequenos gestos e ações torna quase impossível em vista de ofertas e opções irrenunciáveis.

Sendo assim, por que o ser humano não se realiza, concretiza e ama?

Se somos seres criados à imagem e semelhança do Criador, certamente nosso objetivo deve ser buscar as coisas do alto.

“Assim um grande segredo para a felicidade é ‘não olhar para trás’. Por isso, além de não olhar para trás, é preciso não se deter, não parar, não estacionar. A vida é dinâmica” (Pe. Léo, scj).

E nesta dinâmica da vida é que precisamos estabelecer metas e delimitar para onde ir e ser persistente nesta direção. O céu é o destino para quem pensa grande, sonha grande, ama grande, age grande e tem coragem de viver pequeno.

Nisto consiste o verdadeiro sentido da vida, viver pequeno em nossa trajetória terrestre, visando ser grande na morada definitiva, contemplando Deus face a face. Eis o nosso grande desafio!


Leonardo Moisés de Azevedo
Bacharel em Fisioterapia UI
Bacharelando em Teologia Puc-Minas

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

RECOLORES PARA CASAIS CURSILHISTAS

Caros Irmãos Cursilhistas



O sentido do encontro, assim como o termo RECOLORES, significa dar novas cores, recolorir, animar, realçar... a vida conjugal. Este é o nosso propósito: fazer com que as famílias sejam mais unidas e felizes.

É um encontro onde os casais revivem toda a vida de casados. Podendo assim, avaliar novos conceitos em relação ao sacramento do matrimônio, harmonia sexual, harmonia conjugal, paternidade responsável e agora também Pais e Filhos.

Para que este encontro aconteça contamos sempre com uma equipe forte, bem preparada que sustenta todo o encontro com muita competência e amor. Este ano também contamos com a presença do Padre José Carlos e Padre Bento.

Aproveitando o momento, gostaríamos de pedir aos coordenadores de grupo que envolvessem com maior empenho para que nos anos seguintes tenhamos um número maior de participantes. Este tem sido no momento a nossa grande dificuldade. Temos uma equipe muito capacitada, mas estamos tendo poucos interessados.

Gostaríamos de agradecer a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para que este Encontro acontecesse.

Nossa Senhora Auxiliadora, nossa padroeira: Rogai por nós


Edgar e Silvania
Recolores/2009


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sem obras, a Fé é morta (Tg 2,19)

A Epístola de São Tiago precisa ser vivenciada permanentemente por todos nós Cursilhistas.

Ela pode ser a base do nosso “tripé do MCC”, quando nos comprometemos com o agir, e assim, lembramos que uma missão nos foi confiada pelo Cristo, quando Ele nos disse: “Conto contigo!”, e nós, com toda segurança e determinação lhe respondemos: “ E nós com sua graça”.

Os Cursilhos têm sido uma chuva de bênçãos em nossas vidas e na vida de nossas famílias.

Mas, o MCC e através dele, a nossa Igreja recebem também dezenas e dezenas de discípulos e discípulas, que além de serem sal, fermento e luz, são também operários dedicados e valiosos na construção do Reino de Deus.

São tantas as graças que temos recebido e para as quais, os espaços se tornam infinitamen- te pequenos e nos impedem de descrevê-las uma por uma. Mas, chega um momento que sentimos na obrigação que vai além dos agradecimentos a Deus pelos êxitos e frutos de todos os Cursilhos, já realizados.

Entre tantos, um desses frutos mais recente, precisa ser lembrado aqui, porque a sua fé, veio com uma obra valiosa para o MCC na Diocese de Divinópolis.Tendo ele participado do 28٥ Cursilho Jovem Masculino, o nosso irmão Luiz Augusto (Lula) da cidade de Cláudio, a pedido da Comissão Jovem do GED, prometeu, assumiu, organizou e legalizou o nosso SITE.

E hoje, em apenas 60 dias nosso SITE já é uma referencia para todos nós do MCC. Muito obrigado Lula (Mineiro). Quem tem acessado nosso SITE, pode sentir pelo número de visitas, que o mesmo já tornou uma referencia para os milhares de Cursilhistas. Quantos recados e quantas notícias e mensagens maravilhosas.

Em particular, agradeço ao Edilson e Cleide, e todos que deixaram sua carinhosa mensagem no meu aniversário, ao A. Luiz, Dra. Elisa, Osvaldo, turma do Paracaju, Augusto Eugênio e tantas outras pessoas. Não poderia deixar de mencionar uma das últimas postagens, onde meu irmão de Grupo Acrísio, que usou até de um “furacão” para expressar sua conversão e seu testemunho de vida e caminhada.

Continuem nos apoiando e valorizando o trabalho desses jovens cursilhistas e que Deus recompense a todos vocês.

Abraços do Zé Antonio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O tempo não para!!!






Na nossa vida hoje tudo é muito rápido e breve, não encontramos muito tempo para refletir não é verdade?


 Nem tempo para pensar em nós mesmos, que dirá nos outros.. E até mesmo demorar um pouco nas coisas boas que nos deparamos, para sentir o seu frescor
Todos estamos na correria! quem está fora?

Por tudo isso, o Cursilho está sendo pra mim um ponto de aconchego... onde paro tudo! descarrego as mochilas, retiro os 'badulaques'.

Nos encontros de cursilho colhemos pequenos valores seja de uma reflexão, de testemunhos, uma palavra amiga, um texto, encontros, etc.

Valores importantes, que são baseados na vida de Jesus Cristo que contrasta com os problemas de nossa vida, justificando e clareando as causas de alguns sofrimentos nossos.

E assim a vida vai ganhando sentido, sabor! Este tempo de encontro passa mais devagar e é mais cheio..

A cada dia descubro que gosto mais do que é demorado, o que levou tempo, esforçou-se. Parece uma afronta a realidade atual onde tudo precisa ser rápido, pronto, automático, descartável, sem esforço... para ganhar tempo.

Eu gosto é de galinha caipira! sua carne é mais dura, saborosa. Demorou pra ser formada. um grão aqui outro acolá.

No galinheiro da minha avô as galinhas tinham nome! fazia parte da vida da gente. que coisa!!!

Existem ainda muitos quintais que tem hortas, com chuchú, quiabo, couve, espinafre, etc.

Estes alimentos além de mais saudáveis tem gosto de vida, pitadas de alegria.

É assim também o Cursilho, que sobrevive firme e forte por ter pessoas que acreditam nisso também!

Encontrar tempo para participar deste movimento para mim é como plantar sementes de hortalissas no meu quintal, ou criar pintinhos... pouco a pouco essa miudezas vão brotando, crescendo e montando a nossa mesa.

Alimentos da alma. Estes não se compram em supermercados, não se aprende em faculdades, doutorados.

E assim o trabalho, os estudos, os afetos vão meio que lubrificando, sendo costurados destes valores tão bonitos, que não podem deixar de ser notados até pelo mundão.

 

é o Decolores...'fazendo o mundo ficar mais bonito em nossos corações'.

Luiz Augusto (Lula)
Cláudio-MG

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um furacão me carregou.

No início do ano de 1979, fui convidado pelo Rafael Fernandes, para participar de um encontro religioso. Como várias pessoas, relutei em aceitar, até que respondi que aceitaria, mas com a condição de que teria que ser fora de Divinópolis, pois temia não gostar, e sendo aqui seria mais fácil sair e voltar para casa. Naquela época havia um intercambio entre as Dioceses, que trocariam duas pessoas para fazerem o Cursilho entre as Dioceses. Fui então juntamente com o Raimundo Machado em 24 de maio de 1979 para a cidade de Congonhas, que faz parte da Diocese de Mariana. Foram nos levar, o Rafael Fernandes, o Silvério e o Tininho Machado. Esperamos o bota-fora na Toca do Daniel. Na volta o Jose Bosco, pai do Silvério, substituiria o Tininho.

Falar das maravilhas encontradas naquela casa, torna-se desnecessário, pois o Cursilho entrou como um furacão na minha vida e até hoje não consigo me ver fora dele. Na viagem de volta, dia 27 de maio de 1979, já fazia planos para ingressar em um grupo, e logo na semana seguinte, exatamente no dia 01 de junho de 1979, fundamos o Grupo São José da Paróquia da Catedral, e elegemos o Padre Evaristo para ser o nosso guia espiritual. Sem interrupções, o nosso grupo está perseverante até hoje, e já são 30 anos. Já passaram muitos amigos pelo grupo e hoje fazem parte Rafael Fernandes, Zé Antonio, Alemão, Corgozinho, Milton, Fernando Fernandes, Rafael Borgo, Roberto Meneses, Ilgair, Breno Cezar e eu. Toda 2ª. Feira nos reunimos e na última reunião do mês, fazemos uma celebração da Palavra na comunidade Ampare.

Quando nos Cursilhos são apresentadas alavancas de varias partes do mundo, mostrando o amor e a união entre os cursilhistas através das orações, muitas pessoas podem imaginar que não são verdadeiras aquelas mensagens. Para contradizer isto, pude comprovar pessoalmente no ano passado, quando estava em Santiago do Chile, recebi a Eucaristia de uma senhora que carregava no peito o nosso Crucifixo, então ela disse que era Cursilhista e estava muito feliz por participar de nosso movimento. Senti-me como se estivesse em casa, apesar da distancia , tal a alegria demonstrada por ela. 

Todos estes anos, fui acompanhado e incentivado em tudo que se relacione com o Cursilho pela minha esposa, também cursilhista Marilia de Cássia. Também minha filha Bruna Ellen com seu marido Rafael Borgo, cursilhistas, e minha filha Renata Kelly, não medem esforços para me ajudar quando solicitado para algum trabalho nos Cursilhos. Sem eles não teria forças para seguir na caminhada. Meu eterno agradecimento a todos eles.

Imitando as palavras de São Paulo, conforme Gálatas 2,20, poderia até dizer, que já não sou eu que vivo, mas é o Cursilho que vive em mim.




Acrisio Gomes.
 Grupo São José (Catedral)
Divinópolis

sábado, 19 de setembro de 2009

Os Anônimos do Evangelho



Outro dia entrei no site e li uma mensagem do Robson agradecendo o “peregrino de Santiago” responsável pela elaboração do site e das constantes atualizações. Fiquei pensando por alguns instantes e agradecendo a Deus pela vida deste rapaz.
Isso me fez pensar sobre algo que tenho rezado há algum tempo, os anônimos do Evangelho! Pessoas que se dedicam muitas vezes no anonimato para a construção do Reino.

Você já parou pra pensar nisso? Quantas pessoas diariamente passam por nós nas ruas, calçadas, ônibus, pessoas que sequer sabemos o nome, nem imaginamos quantas delas são apóstolos, profetas, santos anônimos.

Os evangelhos estão marcados por anônimos. No nascimento de Jesus nenhuma autoridade famosa estava lá prestigiando o maior nascimento da história da humanidade, o evangelho nos diz que haviam alguns pastores. Quem eram eles? Não sabemos sequer o nome deles. Os líderes religiosos não testemunharam o nascimento do próprio Deus, no lugar deles alguns estranhos, desconhecidos, anônimos.

E aqueles quatro rapazes que desceram o amigo amarrado em uma maca pelo telhado para que Jesus o curasse. Jesus chega a dizer que jamais viu tamanha fé, também não sabemos o nome deles.

Quem será que amarrou aquele burrinho que Jesus utilizou pra entrar na festa do domingo de ramos? Quem o deixou a disposição para Jesus?

E a casa onde aconteceu a Santa Ceia? Jesus orientou dois discípulos a prepararem tudo no segundo piso da casa, o “segundo andar” era o lugar nobre das casas. Quem foi este homem que disponibilizou a própria casa para aquela última refeição do Senhor com os seus?

No caminho do calvário quando a maioria dos apóstolos, tão conhecidos por nós, já não estavam com Jesus, o evangelho diz que algumas mulheres vieram ao seu encontro. Quem eram essas mulheres que vieram se encontrar com Jesus quando tantos o tinham abandonado?

A samaritana traz o nome de sua terra, a ela Jesus se revela como o messias em um dos mais belos diálogos da Bíblia. Aquela mulher será portadora da “boa notícia” em sua terra. Seu nome... não sabemos.

Poderíamos escrever muitos outros exemplos, mas estes bastam para entendermos que pouco importa se o mundo, o padre, o fulano ou o ciclano sabem seu nome, se você é ou não conhecido. Deus nos conhece a cada um e nos chama pelo nome! Não importa se somos anônimos, o Reino de Deus cresce a cada dia com a força e dedicação dos apóstolos/discípulos/servos anônimos.

De certo sabemos o nome de quem utiliza o microfone para cantar, para fazer mensagens e palestras, mas raramente saberemos quem fez a parte elétrica e disponibilizou aquela tomada para ligar o som. Deus conhece o coração de ambos e os chama pelo nome.

A propósito, você sabe o nome de quem plantou aquela árvore na rua da sua casa, ou na rua de cima? Você sabe o nome de quem lavou os banheiros no cursilho que você fez? E quem ministrou o curso de batismo para seus pais e padrinhos para a ocasião do seu batizado? Qual o nome das pessoas que contribuíram para que o alimento chegasse ao nosso prato na refeição de hoje? Esse você sabe com certeza: quem buscou você na sua casa e o levou na quinta-feira para o cursilho? E quem levou suas malas para o dormitório quando você chegou lá?

O mundo é barulhento, faz alarde, o Reino não! O Reino cresce silencioso, aqui e ali, não percebemos, mas, nesse tempo que ficamos juntos aqui lendo esse texto, ele cresceu um pouco mais em diversas partes do mundo a partir de um sorriso, de um abraço, de uma palavra coerente, de um ato de justiça. O Reino segue acontecendo a partir de pequenos gestos praticados por anônimos.

Que Deus nos conceda a graça de sermos, sempre que o Senhor desejar, anônimos que servem com doçura e alegria.

 

Rezemos juntos pelos anônimos do evangelho.


Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco...



A. Luiz